EU NÃO TE CONDENO

condeno

“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” João 8:10-11

“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.” Gabriel García Marquez

O ambiente era complicado, as emoções estavam à flor da pele e as palavras eram exaltadas. A mãe queria uma resposta do porque uma nota tão baixa no exame de matemática, parece que facto do seu filho falhar numa avaliação transformou-o num grande falhado. As palavras brotam como a frequência de uma nascente de um rio. Você é isso, você é aquilo. O pai só vem a reforçar o pensamento da mãe. Mas porque? Para que? Porque não podemos errar? Porque não podemos falhar? Porque a perfeição é standard para nós? Porque facilmente condenamos aqueles que falham? A pessoa mantêm uma regularidade grande durante muito tempo, entretanto por inúmeras razões há um erro, falha e tal pessoa já não presta ela transforma-se num ERRO? O local onde somos abraços, curados e usados (igreja) por vezes pode ser um local de destruição de sonhos e potenciais.
O que podemos aprender com o relato do evangelho de João?

CUIDADO: QUEREM TE APEDREJAR

Havia uma mulher que segundo alguns estudiosos seria Maria Madalena, entretanto os relatos bíblicos não explicam quem era essa mulher, acredito que não é o propósito desta reflexão esmiuçarmos sobre quem era ela, mas sim sobre a situação do relato do evangelho de João e vermos em 3 pontos:

  • RELIGIOSOS COM ELA
  • JESUS COM ELA
  • ELA COM ELA MESMA

OS RELIGIOSOS COM ELA: VAMOS APREDEJA-LA!

Ela foi apanhada num ato de adultério, podemos deduzir que talvez os seus acusadores a induziram ao próprio adultério e posteriormente apresentaram-se para Jesus para tentar apanha-lo ao contradizer a lei de Moisés que ordenava a punição por apedrejamento (Levítico 20.10) ou a lei romana que proibia que os judeus exercessem penas de morte. Não há misericórdia, não há tolerância, não há oportunidade. Errou… pedra nele! As vezes as pessoas criam “ciladas” para que possam nos apedrejar porque evidenciando nossos erros sentem que tornam-se santas. Seria como: olhem para ele porque assim não olham para mim, ao olhar para mim poderá ver muitos erros então vamos evidenciar os erros dos outros e amplificar porque assim fico mais tranquilo.

JESUS COM ELA: NÃO TE CONDENO!

Defendeu ela e livrou-a da fúria dos religioso e depois? Pô brincadeira né? Você não tem vergonha na cara? Palhaçada o que você fez? Não fala mais comigo! Não, não, essas não foram a palavra do carpinteiro de Nazaré: EU NÃO TE CONDENO! Eu não te acuso, ofereço-te perdão e digo não repita mais o seu erro. Porque então falamos: Eu sabia! Numa acreditei em fulano! O bom mestre nos ensina sobre não concordarmos com o erro, muito menos aplaudirmos, mas termos uma postura de misericórdia e de segunda chance para com aqueles que erram, certamente quando ficar visíveis seus erros, falhas ou equívocos, certamente receberá um olhar de misericórdia para lhe ajudar a levantar e avançar. Podemos errar, mas jamais seremos um erro.

ELA COM ELA MESMO: SEGUNDA CHANCE

Creio que ela recebeu com alegria uma segunda chance, quem sabe hoje não é uma oportunidade preciosa para receber uma segunda chance por parte do Filho de Deus? Ter a certeza que aos olhos de Deus, você não é um falhado mesmo que tenha falhado. Que você não é um erro mesmo que tenha errado. Coroa da criação és aos olhos de Deus. Receba em seu coração a graça de Jesus e porque não ouvir o bom mestre te dizer: EU NÃO TE CONDENO! VÁ E NÃO PEQUES MAIS.

CONCLUSÃO

Aprendemos que o mundo nos critica, expõe, ridiculariza, amplifica e apedreja. Aprendemos que Jesus não nos condena e deseja que não voltemos aos nossos erros. Aprendemos que para nós haverá uma segunda chance, que já nós foi oferecida pelo mestre. Não seja um pessoa que destrói seus semelhantes, tem pessoas que são tão pequenas que precisam humilhar os outros para crescerem. Olhe para seu amigo, esposa(o), filho(a), pai, mãe, pastor(a), irmão com os olhos de Cristo que não concordou com o erro, falha e atitude. Entretanto ofereceu a oportunidade da pessoa ser feliz de novo. Se Cristo te perdoou que autoridade você tem para continuar a condenar-se a si mesmo?

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